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Projeto EaD: confira informações importantes sobre o assunto

Projeto EaD: confira informações importantes sobre o assunto

Devido às diversas mudanças e transformação digital do mercado, profissionais da área de treinamento e desenvolvimento (T&D) enfrentam o desafio de atualizar suas práticas e manter um programa de ensino corporativo eficiente para seus colaboradores. Uma forma de fazer isso é adotando novos formatos educacionais, como um projeto EaD (educação a distância).

De acordo com Priscilla Jordão, consultora educacional da Telefônica Educação Digital (ED), esse formato de aprendizagem é uma tendência em expansão no meio corporativo. Ela indica que, no ambiente acadêmico, a EaD já faz parte das ofertas de grandes universidades e cursos de pós-graduação, enquanto nas empresas as universidades corporativas mostram os benefícios do modelo — como flexibilidade de gestão, custos reduzidos e acessibilidade.

Além disso, com a ascensão da internet e novas tecnologias, como inteligência artificial, machine learning e internet das coisas (IoT), a sociedade está mais conectada e tecnológica.

Para Priscilla, essas tendências nos envolvem numa rede, mudando a forma como organizamos nossa rotina e realizamos as atividades, nos engajando cada vez mais com o meio digital, seja trocando uma TV comum por uma smart, seja adotando formatos de educação digital e a distância.

Pensando nisso, apresentamos as principais informações sobre um projeto EaD, mostrando seus benefícios e como implementar esse modelo na sua empresa. Confira!

O que é um projeto EaD?

Um projeto de educação a distância pode ser entendido como um modelo de ensino que permite o desenvolvimento de um aluno de forma remota, ou seja, sem a necessidade de um ambiente físico de aprendizado e facilitadores — como uma sala de aula e professores.

De acordo com Priscilla, no meio corporativo o objetivo desse modelo é integrar recursos de aprendizagem que facilitem o entendimento e a compreensão do público-alvo, mesmo que esteja numa capacitação a distância. Nesse sentido, é possível estreitar o espaço entre o colaborador e o facilitador por meio de uma tutoria. Também é viável o desenvolvimento de fóruns que geram o engajamento entre os participantes. Dessa forma, mesmo num formato de treinamento EaD, a proximidade é garantida.

Atualmente, a EaD é feita por meio de plataformas de ensino digital que suportam diferentes tipos de ensino, como e-learning, videoaulas, simuladores, games, fóruns e avaliações. A capacitação pode ser inicial ou contínua, voltada para conteúdos específicos da atividade de cada profissional, institucionais ou comportamentais.

Evolução histórica da EaD

Apesar de ser assemelhada com modelos digitais de ensino, a EAD não é novidade no meio educacional. Segundo a consultora educacional da Telefônica ED, o modelo estava presente nos formatos de aprendizagem muito antes de o computador e a internet fazerem parte do nosso cotidiano.

Foi a partir da escrita e do acesso à alfabetização que a EAD começou, viabilizando o ensino por correspondência — iniciado em 1728, por meio de materiais impressos. A partir de 1910 surgiram os recursos visuais e audiovisuais, que apoiavam o material impresso e facilitavam a compreensão do ensino a distância.

Na década de 1950, após a invenção da televisão, surgiram os primeiros telecursos, que permitiam a um apresentador ou professor dar aulas a distância. Na década de 1990, com o surgimento do computador e dos avanços tecnológicos, foram criados cursos em CD-ROM, permitindo maior autonomia aos alunos durante seus estudos EaD.

Seguindo esses avanços, o ensino EaD foi se tornando cada vez mais acessível, moderno e tecnológico. Atualmente, existem plataformas digitais totalmente personalizadas e com o foco nesse modelo de ensino, permitindo os mais diversos tipos de aprendizado — cursos profissionalizantes, educação básica, superior, especializações etc.

EaD no Brasil

No Brasil, a EaD foi oficializada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394, de 20 de dezembro 1996, citada no art. 80) e tem se mostrado em ascensão no meio acadêmico e corporativo.

De acordo com o Censo EaD 2017, criado pela Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), somente o ensino superior nesse formato conta com mais de um milhão de pessoas matriculadas. O número de alunos cadastrados em algum curso EaD cresceu 7,2% no último ano, e a expectativa é que, em 2018, mais 600 mil inscrições aconteçam.

Para Priscilla, os altos custos de investimento nos treinamentos presenciais têm feito com que as empresas passem a olhar para o modelo EaD como solução para seus projetos de ensino corporativo. Além de o custo ser menor, a velocidade de administração do tempo é maior, bem como a flexibilidade para a criação.

Quais suas vantagens?

Segundo a consultora educacional da Telefônica ED, a principal vantagem de um projeto EaD é o custo. Ela indica que ações de capacitação presencial oneram muito mais projetos de T&D, uma vez que elas envolvem desafios que não estão presentes no ensino a distância. São eles:

• conseguir reunir todos os colaboradores;

• paralisar equipes e retirá-las de suas atividades;

• colocar todos os participantes em uma sala de treinamento;

• manter os participantes nesse ambiente por uma carga horária adequada para que o instrutor possa conduzir o ensino de um assunto específico.

Priscilla aponta que esse é apenas parte do custo do treinamento presencial, que ainda exige investimentos financeiros em espaço para que as aulas aconteçam e em sua infraestrutura — ar-condicionado, cadeiras, mesas, computadores, projetores, coffee break etc.

Além disso, devem ser considerados os gastos com conteúdo, instrutores, planos de aula, guias do facilitador e materiais de apoio visual, aumentando ainda mais esse investimento. Com o modelo EaD, esse gasto é diminuído, uma vez que o mesmo material pode ser utilizado mais de uma vez, para diferentes grupos de alunos, independentemente de sua localização geográfica, idioma ou nível hierárquico.

Outra vantagem de um projeto EaD é a possibilidade de adaptar o ensino à necessidade de aprendizado e à rotina de cada colaborador. Priscilla aponta que, por meio do material digital disponibilizado de forma on-line, o profissional pode acessar o conteúdo de acordo com sua programação de horário, ganhando mais autonomia para seus estudos.

Qual o público-alvo de um projeto de educação a distância?

De acordo com Priscilla, não existem restrições em termos de público-alvo para um projeto EaD, ou seja, todos os níveis hierárquicos podem usufruir desse modelo de ensino. Ela indica que o que relaciona a efetividade e o atingimento de metas de um treinamento com seu público é adequação da linguagem, termos, recursos e tipos de objetivo de aprendizagem.

Como implementar o projeto EaD em uma empresa?

O processo de implementação de um projeto de EaD deve contar com um apoio consultivo, a fim de identificar as reais necessidades da empresa e do seu público-alvo, compreendendo o seu cenário atual de T&D, observando os recursos utilizados no momento e identificando formas de melhoria, propondo não somente desconstruir tudo o que já existe, mas tendo um olhar do que pode ser somado, melhorado ou até mesmo tomar uma nova forma, a fim de resolver qualquer dificuldade existente.

 

A empresa tem a necessidade de adquirir alguns objetos de aprendizagem em formato de prateleira ou precisa estruturar uma universidade corporativa? É preciso construir um rapid learning ou traçar uma trilha de aprendizagem? Será necessário adquirir uma plataforma para abrigar esses conteúdos? Todos esses detalhes podem ser traçados em uma solução de aprendizagem, feita sob medida para cada cenário, por meio de um apoio consultivo.

 

É fundamental ter uma visão a curto, médio e longo prazo e não somente do cenário atual, pensando no desenvolvimento de cada profissional, sua carreira e sua contribuição dentro da empresa com cada trilha de aprendizagem proposta. O processo de capacitação EaD deve fazer sentido tanto para a empresa como para cada colaborador que estará inserido diretamente nas ações de treinamento.

 

Devido às diversas mudanças e transformação digital do mercado, profissionais da área de treinamento e desenvolvimento (T&D) enfrentam o desafio de atualizar suas práticas e manter um programa de ensino corporativo eficiente para seus colaboradores.

Considerando esses fatores, Priscilla indica um processo de cinco etapas:

1. Preparar a estrutura de navegação

A primeira etapa é composta pela preparação de uma estrutura de navegação de dados eficiente dentro da organização, ou seja, a garantia de que os colaboradores tenham acesso à internet de qualidade, sem interferências. O processo deve ser realizado junto à equipe de tecnologia da informação (TI) da empresa.

Priscilla aponta que a queda de conexão representa um gap na capacitação e torna-se um fator negativo na curva de aprendizagem dos colaboradores, interferindo diretamente na construção de seu conhecimento.

2. Selecionar uma plataforma EaD

O próximo passo é a seleção de uma plataforma EaD para comportar os objetivos de aprendizagem. O ideal é buscar uma solução que possua uma web design com navegação intuitiva, garantindo experiência positiva aos usuários.

A consultora educacional indica a necessidade da realização de testes para avaliar a navegação da plataforma, o modelo de publicação de materiais, funcionalidades e tipos de extrações de relatórios gerenciais, para garantir a escolha da melhor solução.

3. Desenhar os conteúdos

A terceira etapa da implementação de um projeto EaD é o desenho dos conteúdos que serão disponibilizados na plataforma. Priscilla fala que, para que ele seja feito de forma instrucional, é necessário usar uma metodologia que garanta a qualidade do processo, como a de Andrea Filatro, especialista em educação a distância, que descreve em seu livro Produção de conteúdos educacionais (2016) cinco fases fundamentais para a prática:

1. identificar uma necessidade educacional;

2. projetar a solução;

3. desenvolver a solução;

4. implementar a solução;

5. avaliar a solução.

A consultora educacional ainda indica que, para desenvolver esse conteúdo, é necessário contar com uma equipe de profissionais bem qualificados. Esses profissionais são responsáveis por toda a gestão, planejamento, desenvolvimento, produção e formatação dos materiais usados no projeto EaD, garantindo sua máxima qualidade.

4. Implementar o projeto EaD

A próxima etapa é a implementação da plataforma e o início da capacitação EaD na empresa. Para Priscilla, um bom processo de comunicação para os colaboradores é crucial nesse momento, uma vez que ele é responsável por passar a importância da ação e as responsabilidades de cada profissional. O ideal é começar pelos níveis estratégico e tático, e, posteriormente, o operacional.

5. Medir resultados

A quinta e última etapa é a medição de resultados, avaliando os indicadores de resultado do projeto e qual foi o retorno sobre o investimento (ROI) realizado. A consultora educacional indica que essa prática é de total deferência para a área de T&D, permitindo que ela tenha provas sobre seu desempenho dentro da organização.

Fica evidente que o projeto EaD é uma importante tendência dentro do mercado educacional, principalmente para o meio corporativo. Empresas de todos os tamanhos e segmentos podem aproveitar seus benefícios e se adequar a esse modelo.

Para isso, é importante saber como implementar um projeto de qualidade, passando por todas as suas etapas e contando com profissionais especialistas no assunto — algo que pode ser um desafio.

Por esse motivo, muitas organizações estão optando por contar com uma consultoria em educação digital, que atue como parceiro para encontrar uma plataforma, produzir conteúdos e avaliar o desempenho da estratégia.

Agora, que você conhece o potencial de um projeto EaD, acredita que seja o momento de investir? Então, entre em contato com a Telefônica ED, especialista no assunto, e comece o seu!

 



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